É sentir que estou simultaneamente no topo do mundo e no fundo do poço. É sentir que tenho toda a gente e ninguém a meu lado. É sentir que tenho e não tenho tudo o que quero. É sentir que tenho e não tenho tudo o que preciso. É sentir-me preenchida e ao mesmo tempo vazia...
É esta inconstância constante, este jogo de palavras que não deixa a verdade ser descoberta. É esta busca incessante por algo que não sei o que é. Esta sede insaciável, interminável por algo cada vez maior e melhor.
E, finalmente, após altos e baixos, momentos de alegria (mas não de pura felicidade) e de tristeza, objectivos atingidos e expectativas falhadas, descubro a derradeira verdade: não procura nada senão eu mesma.
JB
"Viver é sofrer. E o que é mais curioso é que, apesar de ser um constante sofrimento, nós agarramo-nos à vida com todas as nossas forças, como se fosse o maior tesouro, a coisa mais preciosa. (...) Ela foge-nos, escapa-se-nos como água entre os dedos, morremos a cada respiração, a cada palavra, a cada olhar, momento a momento encurta-se a distância que nos separa do nosso fim, nascemos e já estamos condenados à morte. A vida é breve, não passa de um instante fugaz, de um brilho efémero nas trevas da eternidade."